Título: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Matthew Quick
Páginas: 256
Ano: 2008
Editora: Intrínseca
Pontuação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.
Ta aí um livro que eu só li por causa do filme. Não foi nada do que eu esperava, mas também não deixou de ser, de uma forma bem diferente, bom.
Pat Peoples acabou de sair do "lugar ruim", onde passou pelo menos 4 anos da sua vida (Que ele pensa ser alguns meses) tentando ser um homem melhor. A história é, nada mais que sua jornada diária até o fim do que ele chama de "tempo separados", apesar dele não saber o motivo o qual levou Nikki a se separar dele.
Delicado, gentil e dedicado. Esse é o novo Pat.
Mal sabe ele que sua ex-mulher foi uma tremenda babaca. Porém, isso só é revelado no meio da história através de Tiffany. (Obrigado, Tifanny.)
Durante o seu tempo de recuperação, Pat passa mais tempo com a família e amigos. Tentando reconquistar o pai, que se mostra indiferente à presença dele. Consolar a mãe, altamente depressiva. Recuperar o tempo perdido com o irmão, fazendo o que mais gostam: Vendo os (muitos) jogos dos Eagles com seus amigos.
Nesse meio tempo, ele reencontra Tifanny, daí surge uma amizade meio louca e algo mais. Os dois têm uma relação de altos e baixos,. Se eu for falar muito deles, acabarei dando alguns spoilers, então é melhor parar por aqui.
Tentei lembrar de uma frase que me marcou no livro, mas só consegui lembrar de:
"Voem Eagles! Voem!"
Alguns dizem que o livro é uma história que se passa pela cabeça de Pat, outros que é um diário. Mas na verdade, eu acho que é uma mistura dos dois. A narrativa é lenta, meio chata e repetitiva. Tudo isso porque Pat não é muito... Normal, sabe?
Apesar de ter gostado da história, eu não recomendo. Prefiro o filme. Inicialmente achei o filme idêntico e estava amando, mas depois Matthew Quick começou a se alongar em certas situações, o que tornou ainda mais chata a leitura. Me vi querendo desistir.
Já no filme, acho que David O. Russell soube aproveitar as melhores partes do livro e finalizá-la de forma espetacular sem deixar faltar detalhes essenciais.
O mundo é difícil o suficiente, gente. Ele é laca o batante por si só. Será que ninguém pode dizer: "Ei, vamos ser positivos? Vamos dar um final feliz para história"?
Excelsior.







