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Resenha: A Seleção (Trilogia)

Título: A Seleção
Título Original: The Selection
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 368
Ano: 2014

Pontuação:     


Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.


Em A Seleção, conhecemos um mundo totalmente diferente do atual, - uma distopia. Após a quarta guerra mundial, os EUA passou a ser estado americano da China e posteriormente se tornou Ilhéa, uma monarquia, onde ss grupos sociais são divididos em castas, oito delas. Sendo a Casta Um a familia real, as outras Castas, da Dois à Sete, a população e a Casta Oito todos os excluídos da sociedade: ladrões, condenados, filhos bastardados e etc. 

America Singer, quem narra a história, por ser cantora, mora com sua família na Casta Cinco. Além disso, vive um romance com Aspen Leger, da Casta Sete, porém, o romance é proibido já que é inaceitável uma moça se casar com um jovem de Casta inferior. 
Maxon Calix Schreave é o príncipe e precisa se casar. Pela tradição, é preciso se formar "A Seleção", onde 35 garotas de todas as Castas, de dezesseis a vinte e um anos têm a oportunidade de ser a noiva do futuro rei através de um concurso televisionado. 
Todas as meninas escolhidas recebem uma quantia em dinheiro para as famílias enquanto estão no jogo. Se saem, passam a ser da Casta Dois, ascendendo socialmente junto com a família; o que para as pessoas da Casta Cinco significa nunca mais passar fome. 
A partir do momento em que o jovem príncipe precisa se casar, a vida de America vira um inferno. Sua mãe passa intermináveis dias atormentando a filha para que se inscrevesse, afinal, é uma oportunidade única. 
Meri tinha plena consciência de que essa era una forma de ajudar sua família, mas amava Aspen, logo não queria se casar com alguém que só conhecia através da TV. Além de não levar o menor jeito para ser princesa, e não fazer a mínima questão pela coroa.
Aspen, por sua vez, tomado por um orgulho inútil não aceitava ver America se sacrificando por ele e a fez jurar se inscreveria. No final das contas, que mal faria? América sabia que suas chances eram mínimas, e se aquilo pudesse acabar com toda a insistência das pessoas a sua volta, ela faria. E, posteriormente, se casaria com Aspen e viveria como uma Sete com ou sem aprovação de seus pais. 


“Eu não queria ser Um.
Eu não queria ser da realeza.
Eu não queria nem tentar.”


Que felicidade de pobre dura pouco todo mundo sabe, e com America não ia ser diferente; ela foi uma das 35 garotas escolhidas para concorrer à coroa. Inicialmente, América estava disposta a lutar contra todas as expectativas. Seu único objetivo era aproveitar o dinheiro que sua família recebia por ser uma escolhida e comer como se não houvesse amanhã. Porém, diante da grandeza do palácio real, tudo muda ao longo dos dias: Meri conhece Maxon, lindo, gentil, desajeitado, e vê, que na verdade tudo o que ela pensava sobre a nobreza poderia ser um equívoco, além, de finalmente ter, mesmo no meio de tanta "concorrência" uma amiga de verdade, Marlee TamesÉ surpreendente a reviravolta que a vida da menina sofre, America reflete sobre a própria vida e sobre os próprios conceitos.

"A seleção não era mais uma coisa que me acontecia; eu era parte ativa dela."

OBS: Como com Jogos Vorazes, que também é Trilogia, postei a resenha dos três livros juntos, uma vez que já tinha lido tudo e simplesmente não conseguiria separar os posts. Por isso, pode haver spoilers a partir daqui, embora eu me esforce muito para não falar demais. Se você não quiser correr o risco, vá direto para o final do post e leia a parte "em geral" que eu comento sobre o que achei da escritora e afins.



Título: A Elite
Título Original: The Elite
Editora: Editora Seguinte
Autora: Kiera Cass
Ano: 2013
Páginas: 354
Pontuação:
     


A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.



Em A Elite, a estória é totalmente diferente. Muito mais contextualizada e distópica. Depois dos inúmeros ataques dos rebeldes, várias garotas da Seleção foram embora, além das que já tinham sido eliminadas, restando apenas seis. 
America se torna muito mais próxima do príncipe, e acaba descobrindo muito sobre o atual governo do Rei Clarkson. Aspen, que não é bobo nem nada, está mais presente também, levando America a um colapso total. Maxon desde o início deixa a decisão nas mãos de America, que vive pedindo um tempo para pensar. Tive vontade de dar na cara dela, de verdade.
O clima é tenso, não só entre as garotas que estão ali para lutar e, com seus objetivos próprios, alcançar o prêmio; mas também na relação de America com Aspen e Maxon. Os dois passam o livro inteiro lutando por ela, e a menina fica confusa o tempo todo. Sempre a mesma ladainha. 
O livro em si é eletrizante, mas o final deixou a desejar.



"Não importava o que viesse, eu enfrentaria. Tinha que enfrentar."




Título: A Escolha
Título Original: The One
Editora: Seguinte
Autora: Kiera Cass
Ano: 2014
Páginas: 352
Pontuação:   ♥ ♥ 

A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.


Já em A escolha, a decisão deixou de estar na mãos de America. Maxon passou a se relacionar com as outras candidatas e se encontra em dúvida. Sem falar no rei, que o pressiona na decisão.
Nesse livro os outros personagens se desenvolvem, o rei se revela um carrasco, a rainha um doce, o príncipe uma vítima, e as meninas, apesar de tudo, amigas. 
America passa a, finalmente, precisar correr atrás de Maxon e entrar na disputa. Faz de tudo, apesar de só fazer besteira pra conquistar Maxon. É a sua vez de mostrar o seu amor. 

"Você está quebrando muitas regras, senhorita Singer."
"Você é o príncipe. Pode simplesmente me perdoar."


Meri, apesar de continuar sendo muito impulsiva, amadurece ao longo da trilogia e isso fica bem claro em A Escolha, quando os problemas políticos começam a ser revelados. Os rebeldes são finalmente esclarecidas na estória e o príncipe também se torna mais corajoso em relação ao seu pai.
O final consegue juntar todos os sentimentos já sentidos durantes os outros dois livros, só que tudo de uma vez. Para quem está acostumado com romances com finais óbvios, é surpreendente.
Cheguei a ter raiva da America por não se decidir logo, quando todas as situações apontavam apenas para uma escolha. 

Em geral:
A escritora é fenomenal, não tenho o que reclamar. A escrita é bem simples, sem palavras difíceis apesar da questão "realeza".  Não há nada que, para mim, não tenha ficado esclarecido. Nem mesmo as questões políticas abordadas. 
A história me fez sair de órbita por dois dias; simplesmente devorei os três livros de uma vez só. Kiera poderia ter divido melhor os três livros, pois o segundo é bem irrelevante se comparado aos outros dois. Fora isso, a trilogia não falha, tem altos e baixos. Mas, infelizmente, não encontrei nenhuma frase que me marcou muito, nem um personagem que me fez cair de amores. 

Muitos blogs tem comentado que A Seleção se parece muito com Jogos Vorazes. Em parte, eu concordo, mas depois do "sorteio" das candidatas, do clima de reality show e da mesma política do pão e circo, não achei nada parecido. Kiera apesar de ótima escritora, não desenvolve uma estória tão boa que possa ser comparada com a de Suzanne.

Resenha: Tudo menos "normal"




Título: Tudo menos ''Normal''
Título Original: Anything but typical
Autora: Nora Raleigh Baskin
Páginas: 192
Ano:2012
Editora: Novo Século

Pontuação:     





Jason Blake é um autista de doze anos vivendo em um mundo neurotípico, de “pessoas normais”. Para ele, quase sempre é apenas uma questão de tempo até que alguma coisa dê errado. Mas Jason acaba encontrando um pouco de compreensão quando cruza com Phoenixbird, uma garota que publica histórias no mesmo website que ele. Jason pode ser ele mesmo quando escreve, e imagina que Phoenixbird, cujo nome descobre ser Rebecca, pode se tornar sua primeira amiga de verdade. Mas tanto quanto ansioso por conhecê-la, Jason está apavorado com a possibilidade de que, quando isso acontecer, Rebecca não seja capaz de enxergá-lo como realmente é, indo além das aparências.


Você sabe o quão intensa pode ser a vida de um autista? Bem, eu só soube, 
ou pelo menos comecei a ter uma ideia, depois de ler "tudo menos 'normal'". 
Para ser sincera, nunca tinha parado para pensar como era a "cabeça" dessas pessoas. Pelo menos na minha ignorância fazia mais sentido dizer que eles não batiam muito bem e meio que não viviam na mesma realidade que "pessoas normais". 

"Mas a coisa que as pessoas mais veem é o seu silêncio, porque alguns tipos de silêncio são, na verdade, bastante visíveis."

A estória de Jason Blake é narrada por ele mesmo, fazendo com que o leitor fique bem ciente que não há tantas diferenças assim. Ele pensa mais do que fala ou consegue demonstrar, o maior problema é que, pessoas como eu, e também a mãe dele acham que autistas precisam de todo cuidado sempre e que são incapazes. Porém, o jovem autista, na flor da idade, passa pelos mesmos problemas que qualquer outro adolescente, incluindo pessoas chatas na escola e problemas de paixão. 
Em um website, onde escreve sua própria história, que é contada paralelamente, ele conhece Rebecca (usuário: Phoenixbird), uma leitora que passa a acompanhar o jovem escritor. Eles passam semanas se comunicando através de mensagens, até que têm a oportunidade de se conhecerem pessoalmente. No entanto, Jason tem medo de que Becca saiba quem ele realmente é sem toda a distância para esconder a pessoa que todos discriminam. 
Os pais do garoto são super carinhosos, a mãe até demais, sendo um "pouco" protetora. Ele também tem um irmão mais novo que ao contrario dos outros o trata com igualdade. 
De longe, uma estória de criança, mas não se engane. Pode parecer inocente, porém, Nara Raleigh Baskin tem muito a dizer através da vida de Jason. Apesar da leitura ser um pouco cansativa, já que a mente dele não é como a de uma pessoa neurotípica, é fácil. O final ainda traz uma surpresa agradável ao leitor, super recomendo.


"Quando escrevo, posso ser ouvido. E fazer que me conheçam. Mas ninguém precisa olhar para mim. Ninguém precisa me ver, mesmo."

Resenha: Ps. Eu te amo

“O plano deles era bem simples. Queriam ficar juntos até o fim da vida.”

Título: P.S. Eu Te Amo 
Título Original: P.S. I Love You
Autor: Cecelia Ahern
Páginas: 365
Ano: 2012
Editora: Novo Conceito

Pontuação:     





Sinopse:
Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.


Perder alguém é horrível e com Holly não foi diferente. Gerry, seu marido, passou meses sofrendo por causa de câncer, até que um dia, finalmente e infelizmente morreu. Holly, muito arrasada entrou no buraco negro que seu próprio coração se tornou. Uma depressão que preocupou todos a sua volta: família, vizinhos, amigos, que também passavam pelo mesmo problema que ela, afinal, Gerry sempre foi muito querido. Seus amigos tentavam de qualquer forma colocá-la de volta nos eixos, mas o único que conseguiu fazê-lo foi o próprio e falecido marido. Gerry deixou uma lista de coisas que Hol deveria fazer nos meses que vieram após sua morte. Ele pensou em tudinho. E isso, fez com que ela o sentisse presente, e aos poucos, a trouxe de volta. Holly seguiu cada desafio a risca, fazendo daqueles mínimos bilhetes a sua bíblia. Foi então que ela voltou a sair com as amigas, visitar a família e até conhecer pessoas novas. 



"Quando as pessoas se importam umas com as outras, sempre dão um jeito de fazer as coisas darem certo."

Daniel, seu mais novo amigo, é um expoente nessa recuperação. Faz com que ela recupere sua auto estima quando Holly recebe duas notícias: Uma amiga está gravida e a outra vai casar. Afinal, como qualquer pessoa, Hol sente inveja, pois nunca tivera filhos e, você sabe, acabara de perder o marido... Com isso, volta a se afastar das únicas pessoas verdadeiras que tem na vida.

            “Saiba que onde quer que eu esteja, eu estou com saudades.”

A escrita não e ruim, mas não empolga também. Achei Holly muito triste e dramática, e eu não sei lidar com pessoas assim. Por isso, prefiro as amigas dela, que são, apesar de toda dor bem animadas e não ficam choramingando pelos cantos. Sei que é duro dizer isso, mas no final acontece uma coisa que me frustou muito e me fez pensar: todo esse drama e agora ela faz isso... Vai entender. A estória não deixa de ter uma lição verdadeira na qual realmente acredito, onde o amor verdadeiro nunca morre e que nós, não só podemos, como devemos seguir em frente.



Resenha: O céu está em todo lugar



Título Original: The Sky is Everywhere
Título: O céu está em todo lugar
Autora: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Páginas: 423
Ano: 2011
Pontuação:    ♥ 



Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...

Como se apaixonar por um livro na primeira página? Jandy Nelson tem o poder de te prender com sua escrita leve e fácil, sem enrolação. O céu está em todo lugar logo nas primeiras páginas me fascinou.
A estória de Len, que passou a vida toda como coadjuvante de sua irmã é trágica: Bails morre subitamente em pleno ensaio de teatro.

"Toda vez que alguém morre, uma biblioteca se incendeia"

O mundo de Lennie rui, a vida dela mudou da água para o vinho do dia para noite. Depois de um longo mês, quando ela se vê prestes a voltar às aulas e tem que lidar com todos os rostos de piedade do resto da cidade, tendo apenas um lugar onde ela pode realmente esquecer de tudo: Nos ensaios da banda. E são nesses ensaios que ela conhece Joe Fontaine, o mais novo galã da escola, lindo, simpático e ótimo músico. O suficiente para fazê-la sair do seu estado melancólico e se apaixonar.

Obviamente, não tão fácil assim. Len sente como se ninguém além de Tobby, namorado da falecida irmã, a entendesse. Os dois passam dias se encontrando para relembrar de Bail, além de se "consolarem" durante os surtos de saudade. A vida dessa complicada criatura sai ainda mais do eixo quando ela se vê apaixonada por Joe, mas ainda sim precisasse de Tobby para "estar" mais perto da irmã.

Paixão. Culpa. Saudade. São sinônimos de dor e estão presentes em casa página da trama, tornando-o demasiadamente instigante e que, pelo menos por um tempo, te teletransporta para o buraco negro que se tornou a família de Lennie.

"Quero que Bailey tenha essas palavras. Quero que saiba que sempre fará parte de todas as histórias, pois, assim como o céu, ela também está em todo lugar."

A capa nunca me chamou atenção, eu até demorei um tempo para ler por causa dela. A cada capítulo há uma "ilustração" com frases de Len, que nos ajuda muito a entender o relacionamento entre as duas irmãs. Sobre a esc escrita, eu já falei: Impecável.


Resenha: O Lado bom da Vida

Título: O Lado Bom da Vida
Título Original: Silver Linings Playbook
Autor: Matthew Quick
Páginas: 256
Ano: 2008
Editora: Intrínseca
Pontuação:      


Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

Ta aí um livro que eu só li por causa do filme. Não foi nada do que eu esperava, mas também não deixou de ser, de uma forma bem diferente, bom.
Pat Peoples acabou de sair do "lugar ruim", onde passou pelo menos 4 anos da sua vida (Que ele pensa ser alguns meses) tentando ser um homem melhor. A história é, nada mais que sua jornada diária até o fim do que ele chama de "tempo separados", apesar dele não saber o motivo o qual levou Nikki a se separar dele.
Delicado, gentil e dedicado. Esse é o novo Pat.
Mal sabe ele que sua ex-mulher foi uma tremenda babaca. Porém, isso só é revelado no meio da história através de Tiffany. (Obrigado, Tifanny.)
Durante o seu tempo de recuperação, Pat passa mais tempo com a família e amigos. Tentando reconquistar o pai, que se mostra indiferente à presença dele. Consolar a mãe, altamente depressiva. Recuperar o tempo perdido com o irmão, fazendo o que mais gostam: Vendo os (muitos) jogos dos Eagles com seus amigos.
Nesse meio tempo, ele reencontra Tifanny, daí surge uma amizade meio louca e algo mais. Os dois têm uma relação de altos e baixos,. Se eu for falar muito deles, acabarei dando alguns spoilers, então é melhor parar por aqui.

Tentei lembrar de uma frase que me marcou no livro, mas só consegui lembrar de:
"Voem Eagles! Voem!"

Alguns dizem que o livro é uma história que se passa pela cabeça de Pat, outros que é um diário. Mas na verdade, eu acho que é uma mistura dos dois. A narrativa é lenta, meio chata e repetitiva. Tudo isso porque Pat não é muito... Normal, sabe?
Apesar de ter gostado da história, eu não recomendo. Prefiro o filme. Inicialmente achei o filme idêntico e estava amando, mas depois Matthew Quick começou a se alongar em certas situações, o que tornou ainda mais chata a leitura. Me vi querendo desistir. 
Já no filme, acho que David O. Russell soube aproveitar as melhores partes do livro e finalizá-la de forma espetacular sem deixar faltar detalhes essenciais.

O mundo é difícil o suficiente, gente. Ele é laca o batante por si só. Será que ninguém pode dizer: "Ei, vamos ser positivos? Vamos dar um final feliz para história"?
Excelsior.


Resenha: Anna e o Beijo Francês

Título: Anna e o Beijo Francês
Título Original: Anna and the French Kiss
Autora: Stephanie Perkins
Páginas: 288
Ano: 2011
Editora: Novo Conceito
Pontuação:     

Sabe quando você está naquela fase romântica da sua vida? Pois é. E sabe quando você precisa maximizar todos os sentimentos que você está sentindo? Foi aí que eu resolvi ler o romance “Anna e o Beijo Francês”. Me apaixonei

Anna Oliphant é uma jovem de 17 anos que é obrigada pelos pais a estudar em um colégio interno em Paris. Por incrível que pareça, ela não gostou da ideia e tudo o que deseja é continuar em Atlanta com sua melhor amiga, seu quase namorado e sua família. Não é isso que acontece, é claro, e logo ela está em um avião rumo à cidade luz.

Ao chegar no seu mais novo lar, Anna conhece Meredith, Rashimi, Josh e St. Clair- o garoto mais desejado do colégio. E sua maior decepção acontece ao descobrir que ele tem namorada.

Anna é aquela personagem típica que não percebe quando um garoto está afim dela e fica insegura com relação à vida, mas uma grande parcela da culpa foi do St. Clair. Por que ele tinha que ser tão perfeito assim?

Em várias partes do livro eu precisei parar, me acalmar, respirar e continuar. A história é daqueles romances que você torce a cada momento para que o casal fique junto de uma vez e, quando isso acontece, você vibra como ninguém! 

O livro respondeu a todas as minhas expectativas, elogios e críticas positivas. É o meu livro de amorzinho preferido! Já li umas 4 vezes e não me canso da história. Estou ansiosa para ler mais livros da autora. 

"Mas eu poderia estar confundindo amizade com alguma coisa maior, porque eu queria confundir com alguma coisa maior."


Resenha: As Violetas de Março

Título: As Violetas de Março
Título Original: The Violets of March 
Autora: Sarah Jio
Páginas: 304
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Pontuação:         


Comprei o livro em uma promoção por R$ 9,90 e deixei dentro da bolsa para alguma emergência. Comecei a ler e não consegui parar. O livro se revelou leve, agradável e relaxante, tudo o que eu precisava naquele momento.

Emily Taylor é uma escritora de sucesso que não está em um bom momento da sua vida. Ela está se divorciando do marido e não consegue escrever uma boa história, a típica crise de inspiração que todo escritor passa em algum momento da vida. Para esquecer os problemas, Emily decide passar um tempo em Bainbridge Island — uma bela e calma ilha, situada próxima a Seattle, onde viveu uma parte da infância e da adolescência.

Na ilha as recordações do seu passado começam a surgir, um antigo namorado cruza seu caminho, e ela conhece o amável Jack, que desperta novas sensações, até então, desconhecidas para ela. Mas é ao encontrar um velho diário, que sua vida realmente muda e segredos até então adormecidos, vêm à tona. 

Um romance com personagens maduros e verossímeis. A sensibilidade com que a autora escreve me conquistou. Não é apenas uma história de amor ou de uma família. Mas sim a história de várias vidas e de como a história de uma pessoa pode influenciar a história de seus descendentes. Infelizmente, não consigo colocar em palavras o quanto o livro me surpreendeu.

Uma leitura leve, simplória, mas cheia de lições de vida pelas entrelinhas.


Deixo-lhe um pensamento, um pensamento sobre o amor que me levou a passar por muitos fracassos: o grande amor perdura ao tempo, à mágoa e a distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive.


Resenha: O Caçador de Pipas

Título: O Caçador de Pipas
Título Original: The Kite Runner
Autor: Khaled Hosseini
Páginas: 368
Ano: 2005
Editora: Nova Fronteira
Pontuação:      


Esse não é meu livro preferido, mas é, sem dúvidas, o melhor livro que li. Antes de começar a ler fiz uma pesquisa básica sobre o Afeganistão, e adivinha? Comecei a ler com uma tensão palpável.

Amir e Hassan são dois amigos, têm a mesma idade e vidas completamente diferentes. A mãe de Amir não resistiu a uma hemorragia durante o seu parto, já a de Hassan fugiu uma semana após dar a luz. Amir nunca pensou em Hassan como um amigo por ele ser um Hazara - povo de origem mongol considerado de uma casta inferior aos Pachtuns, a qual Amir pertencia.

Além das diferenças sociais e étinicas entre eles, os garotos possuíam personalidades bem diferentes. Hassan era incapaz de machucar quem quer que fosse, apesar de sofrer comentários maldosos pela sua aparência, ele é puro e fiel, um personagem tão bem construído que alguns momentos eu só queria abraça-lo. Ele era analfabeto como todos os Hazaras, e entre tantas coisas que faziam juntos, Amir lia para Hassan, sempre com brincadeiras um tanto que maldosas mas foi em uma dessas que Hassan despertou em Amir a vontade de escrever. E era sempre assim, enquanto Hassan era inteiramente fiel e bondoso, Amir era covarde e ciumento, suas mentiras envenenavam a vida de todos ao seu redor.

No inverno de 1975, Amir teve a chance de conquistar seu pai em um campeonato de pipas, mas para isso, ele precisava voltar pra casa com a última pipa do campeonato. Hassan correu atrás da pipa para ajudar seu amigo, no meio do caminho encontrou Assef – um garoto de família rica e que odiava os hazaras. A partir desse dia, a vida dos dois nunca mais foi a mesma...

Essa foi uma das histórias mais reais e impactantes que li. A obra de Khaled Hosseini relata com muitos detalhes o cenário, os sentimentos e os personagens de uma forma brilhante e comovente. Não pude conter as lágrimas durante a leitura.

O Caçador de pipas é o tipo de livro que deveria ser lido e relido por todos. Por ele, eu o faria mil vezes.


Resenha: A Linguagem das Flores

Título: A Linguagem das Flores
Título Original: The Language of the Flowers
Autora: Vanessa Diffenbaugh
Páginas: 304
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Pontuação:    ♥  



Victoria Jones sempre foi uma menina erredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade passou a vida sendo jogada de um abrigo para o outro, de família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... Até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem ficar. Sozinha, passa as noitesnuma praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.

Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado das flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, VAnessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A Linguagem das Flores é essencialmente uma história de amor - entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

Eu queria ter um vocabulário muito melhor para poder falar sobre esse livro, porque ele é simplesmente sensacional. Logo que o peguei para ler, sabia que ia ser diferente de todos os outros que eu havia lido, e foi. Ele não tem nada a ver com os romances clichês que fazem sucesso por aí, aliás, por um momento eu achei que não haveria romance algum, mas na metade da história tudo ficou esclarecido, e então, se iniciou a maior "explicação" de amor verdadeiro que já vi/li.


Victoria Jones passou a vida inteira indo de lar em lar, pois sua tutora insistia que ela precisava de uma família. A menina, por sua vez, não fazia o menor esforço para conseguir uma. Até que, ao 10 anos de idade (limite para ser adotado), foi levada para casa de Elizabeth, a sua última chance. 

Obviamente, os traumas que a menina carregava em sua bagagem não facilitaram em nada a relação entre as duas. Durante 8 meses que é o tempo que elas tinham até a adoção de fato, foi de altos e baixos. Mas, com muito esforço de Elizabeth, Victoria finalmente entende o que é ter uma mãe de verdade. 

Entretanto, como nem tudo são flores, uma tragédia acontece. Victoria volta para o orfanato e permanece lá até completar 18 anos, quando finalmente está livre. Sem estudos, sem especialização, sem dinheiro, e sem lugar para ficar, ela passa a morar na rua. Isso mesmo. Em um parque para ser mais específica. 

E aí que, a única coisa que sabe na vida: A linguagem das flores, a salva. Ela consegue emprego, tipo free lancer, na floricultura de Renata. Lá, trabalha como assistente e acompanha Renata quando ela vai comprar flores. 

Quando começou a achar que finalmente teria uma vida como de qualquer outra pessoa, seu passado volta de repente. No mercado das flores, Victoria conhece um vendedor misterioso, e, depois de um tempo, descobre que ele é, por ironia no destino, sobrinho de Elizabeth, Grant. Que traz consigo tudo aquilo que ela temia. A menina, é obrigada a lidar com todo o sofrimento que tentou esquecer por anos, e talvez, até reencontrar a única pessoa que amou na vida, Elizabeth.


"Uma rosa é uma rosa é uma rosa."

Victoria tinha tudo para ser uma personagem insuportável por causa de seus dramas, mas ao longo da narrativa, todas as suas atitudes tem uma explicação. Ela é, na verdade, muito real. O seu amor pelas flores é naturalmente transmitido para o leitor, trazendo uma suave explicação sobre seus significados. E depois de tantas dificuldades, ela consegue se libertar de seus fantasmas, o que parecia praticamente impossível.

Vanessa Diffenbaugh é brilhante. Mistura passado e presente através dos capítulos, um no passado e outro no presente, dando um certo suspense. Fazendo assim, a história ser completamente compreendida apenas na terceira parte do livro, que é dividido em quatro. Escrita simples, fácil e emocionante. 


"Talvez os indiferentes, os rejeitados, os mal-amados pudessem aprender e dar amor com tanta abundância quanto qualquer outra pessoa." 


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