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Resenha: O Extraordinário

Título: O Extraordinário
Título Original: Wonder
Autora: R.J. Palacio            
Páginas: 320
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Pontuação:     


Sabe aquele livro que você não conhece, mas está baratinho? Pois é. Comprei o Extraordinário porque estava na promoção e porque achei a capa bonita (sim, eu compro livro pela capa), mas me surpreendi com a história e, com certeza, ela se tornou uma das minhas preferidas.

O livro conta a história de August Pullman, o Auggie, um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética rara que causou má formação de seu rosto. Auggie nunca frequentou uma escola e sempre foi educado em casa pela mãe, ao decidir mudar isso, ela sugere que o garoto frequente uma escola e conviva com outras crianças, o garoto não aprova a ideia, mas aceita com a condição de desistir a qualquer momento, caso tenha um bom motivo para isso.

O livro é dividido por partes e, cada uma delas, é contada por personagens diferentes, isso faz com que o livro seja rico de informações e detalhes. A leitura é simples e fácil, mas isso não tira a sua beleza, pelo contrário, ela torna o livro mais encantador.

Uma coisa que eu adorei foram os preceitos do professor Browne. É uma frase que o professor entrega a turma, onde eles precisam pensar e criar os seus preceitos. É lindo!
Como não amar o Auggie? Um garoto que tinha tudo para odiar a vida, mas não reclama dela. O livro é literalmente um “choque” de realidade.

Uma coisa que aprendi? Não julgue o livro pela capa.

“Acho que devia haver uma regra que determinasse que todas as pessoas o mundo tinham que ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida.”


Bazar de livros



O desapego é um dos sentimentos mais difíceis de praticar. Você consegue imaginar a dor de abrir mão de algo que você gosta muito? Algo que faz parte da sua vida? Algo que você dedicou muito tempo e esforço? Algo que, de certa forma, é a sua identidade?....

Ontem tomei, talvez, a decisão mais difícil e dolorosa da minha vida. Vender os meus livros. Exagero? Pode ser que sim. Mas sinto como se tivesse perdido um amigo muito próximo, e na verdade, foi exatamente isso que aconteceu.

Vender os seus livros tão queridos e preciosos a preço de banana não é fácil. Até o tomate já esteve mais caro do que os meus livros!


O motivo disso tudo? Ahhh... É uma longa história! Quem sabe um dia desses eu conto pra vocês? 

“Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender é do que a gordura de carneiros.”



Resenha: O Oceano no Fim do Caminho

Título: O Oceano no Fim do Caminho
Título Original: The Ocean at the End of the Lane
Autor: Neil Gaiman                                
Páginas: 208
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Pontuação:         


Esse foi o primeiro romance de Neil Gaiman que li, fiquei um pouco apreensiva por não conhecer o estilo do autor, mas tive uma experiência totalmente diferente do que eu estava acostumada.

O livro começa contando a história de um homem de 40 anos que ao sair de um funeral, se vê de volta a sua antiga casa. Ele havia esquecido tudo sobre sua infância, mas a se ver na fazenda Hempstock as lembranças retornam como ondas de um oceano furioso. O nome dele não é citado no livro, por isso, vou chama-lo de Anonymous, ou Nonys se você preferir.

Nonys começa a lembrar de sua festa de sete anos, onde nenhum amigo apareceu. De seu presente de aniversário: um gatinho preto, chamado Fofinho. De quando os tempos ficaram difíceis e seu quarto, no alto da escada, começou a receber hospedes. Lembrou-se então do minerador de opalas – um inquilino que matou seu gatinho e, certa noite, pegou o carro da família e se suicidou.

Coisas estranhas começam acontecer, desde então. Um espírito antigo esfarrapado (a pulga) é atraído para sua cidade despertado pelo desespero do homem que se suicidara. O espírito passa a atormentar os sonhos dos habitantes da região, inclusive os de Nonys, que é o hospedeiro da praga.

O espírito assume a forma humana de uma mulher jovem e atraente, querendo a destruição de Nonys e de sua família, Úrsula Monkton (a pulga) se torna a governanta de sua casa e aos poucos vai conquistando a confiança de todos.

Sabendo que sua família não desconfiava da ameaça que Úrsula Monkton representava, Nonys recorre a ajuda da família Hempstock - três mulheres que moravam no fim do caminho, uma delas era Lettie, uma menina engraçada que falava coisas engraçadas, dentre elas, a existência de um  pequeno lago na parte de trás de sua casa, que segundo ela, era um oceano.


Neil Gaiman tem características próprias, diferente de todos os padrões. O livro tem uma narrativa excelente e a história te obriga a desconstruir todos os personagens com que você está acostumado. Uma leitura envolvente e carregada de ação. Um livro que merece um lugar reservado em sua estante. 


Resenha: A Hospedeira


Título: A Hospedeira
Título original: The Host
Autora: Stephenie Meyer
Ano: 2009
Editora: Intrínseca
Páginas: 557
Pontuação:         


Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vividas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma especia de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.



Antes de começar a ler essa resenha, esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre Stephenie Meyer e Twilight, A Hospedeira é um livro muito mais, digamos... Complexo. Além disso, os livros dela são muito bons, e não devem ser martirizados por causa de uma má produção cinematográfica. Ok? Vamos lá.


Em um futuro muito distante, os alienígenas tentam  colonizar a terra. Eles, que se denominam "almas" vêm fazendo um bom trabalho, uma vez que boa parte da terra já está dominada, através da introdução dessas almas nos cérebros das pessoas. E quando isso acontece, a pessoa simplesmente some, puf, e ali passa a habitar um ser extraterrestre com um nome legal.

Desde então,  Melanie, juntamente com seu irmão mais novo e seu namorado Jared, escapam desses invasores, e por isso são conhecidos como a resistência. Porém, Mel é capturada, e então é feito todo o processo de "implantação de alma" nela. Se a coisa está estranha agora, espere que fica ainda mais. O ser que passa a viver dentro do corpo de Melanie, recebe o nome de Peregrina, mas a vida dela não é tão fácil quanto a das outras almas, pois a menina consegue lutar e resistir a isso, dividindo espaço com Peg em seus pensamentos.

Por ainda ter parte do controle, Melanie começa a induzir Peg a ajudá-la a encontrar seu irmão e namorado colocando diversas memórias felizes em sua mente. Vítima de chantagem emocional, Peregrina trai o seu povo e através das lembranças colocadas em sua mente, as duas partem rumo ao deserto. Ao longo dessa jornada, as duas fracas e com sede são encontradas quase mortas por Jeb, tio de Melanie. 

De início, são levadas à caverna, esconderijo da resistência de Jeb, onde encontram Jared e Jamie. Lá, muitos habitantes temem a permanência de Peregrina, afinal ninguém sabe que Melanie ainda vive naquele corpo, inclusive Jared que a rejeita imediatamente. Mas ao passar do tempo, todos passam a entender que Peg está do lado dos humanos, e descobrem que Mel ainda vive ali dentro, mesmo que a alienígena tenha a maior parte do controle. Ao decorrer da história, a buscadora, que era a responsável em "adaptar" Peg ao planeta terra busca incessavelmente por ela, e trava uma briga com a resistência que parece nunca ter fim. 

O livro é meio confuso no início por ter uma linguagem diferenciada, é meio massante, confesso. Os primeiros capítulos são difíceis de entender, porque a história é muito diferente do que se está acostumado a ler, e bem monótona até a metade, mas vale a pena, não se pode desistir da leitura. Apesar das inúmeras críticas negativas, o livro é muito bom. A única coisa que deixa a desejar é o final, que tem um ar de continuação chato, e que pelo visto, a autora irá fazer: Aguardemos.


"Talvez tivesse que ser assim. Talvez sem os pontos baixos, os pontos altos não pudessem ser alcançados."



Resenha: O Mar de Monstros

Título: O Mar de Monstros
Título Original:
Autora: Rick Riordan                                
Páginas: 304          
Ano: 2010
Editora: Intrínseca
Pontuação:         


Desta vez Percy conseguiu passar todo o ano em uma escola sem causar problemas... Ou quase... Depois de resgatar o Raio Mestre de Zeus e evitar uma guerra entre os Deuses, Percy tem um ano tranquilo em sua escola, mas em seu último dia de aula é atacado por lestrigões (uma espécie de gigantes canibais). Quando a situação não podia piorar ele é salvo por Annabeth, que trouxe más notícias: O Acampamento Meio-Sangue corre um grande perigo.

A árvore de Thalia foi envenenada, ela é responsável por criar uma barreira mágica e proteger o acampamento, mas sem a barreira os campistas estão vulneráveis e sujeitos a ataques de monstros. Para evitar que o acampamento seja destruído é preciso encontrar o Velocino de Ouro, um objeto capaz de curar a árvore de Thalia.

Percy também precisa salvar seu amigo Grover, o sátiro, que foi capturado por um ciclope e precisa de ajuda. Mas Percy não contava que o diretor de atividades, Quíron, tivesse sido substituído por Tântalo. Com o novo diretor no comando, Percy é proibido de realizar sua missão. Como se não bastasse, ele descobre que Luke está cada vez mais próximo de libertar o rei dos titãs, Cronos.

Nessa missão, Percy contará com a ajuda de Annabeth e Tyson, seu mais novo amigo, um cara grandalhão e que é imune ao fogo. Os três irão encontrar muitas missões e perigos pela frente, Luke também está atrás do Velocino e vai fazer de tudo para atrapalha-los, mas eles vão contar com uma ajuda inesperada e que vai surpreender a todos.


Esse é o melhor livro da saga em minha opinião. Como sempre, Rick Riordan fez mais um trabalho maravilhoso e cheio de humor, palavras não descrevem o quanto eu me diverti. O livro segue o mesmo padrão do primeiro, se você não gostou ou ainda não se envolveu com a história, continue. Acho que o final do livro já dá uma prova do que vem por aí. 



Resenha: O Ladrão de Raios

Título: O Ladrão de Raios
Título Original: The Lightning Thief 
Autor: Rick Riordan                                 
Páginas: 385     
Ano: 2012
Editora: Intrínseca        
Pontuação:         
   
Esse livro é o primeiro volume da saga Percy Jackson e os Olimpianos. Se você gosta de mitologia grega e uma boa dose de aventura, escolheu o livro certo! Essa é minha saga preferida, então, vou TENTAR não exagerar nos elogios.

Perseu Jackson, ou Percy, se você preferir, aparentemente é um garoto comum. Tem doze anos, mora em Nova York com sua mãe Sally e seu padrasto asqueroso – Gabe, sofre de dislexia e déficit de atenção. Eu diria que ele é quase um garoto normal. Ou pelo menos tenta ser. Mas não para por aí, além de ser expulso com frequência dos colégios que estuda (exatamente seis vezes), Percy começa a ser perseguido por seres da mitologia grega. Tudo bem. Ele não é normal...

Após sofrer um ataque em sua escola, Percy descobre que seu melhor amigo, Grover, é na verdade um sátiro que tem a missão de levá-lo em segurança até o Acampamento Meio-Sangue. Lá ele descobre que é filho de Poseidon e recebe, além de poderes muito legais, uma tarefa importante: Resgatar o Raio Mestre de Zeus que foi roubado do Olimpo.

Sendo o principal suspeito do roubo, e a fim de evitar uma guerra entre os Deuses, Percy não tem outra opção a não ser ir atrás do raio. Mas antes, ele consulta o Oráculo para pedir informações sobre sua missão:

“Você irá para oeste, e irá enfrentar o deus que se tornou desleal.
Você irá encontrar o que foi roubado, e o verá devolvido em segurança. Você será traído por aquele que o chama de amigo. E, no fim, irá fracassar em salvar o que mais importa.”

Ele conta com a ajuda de Grover e Annabeth – uma garota que Percy conheceu assim que chegou ao acampamento, ela e Luke – que também se tornou um grande amigo de Percy, são um dos campistas mais antigos com acampamento. Geniosa e inteligente, Annabeth só poderia ser filha de Atena. Juntos eles vão enfrentar muitas aventuras e formar um laço de amizade que nem os Deuses poderão destruir.

O autor do livro é fabuloso. A maneira como o Rick Riordan fala da mitologia é de tirar o fôlego, simplesmente fantástica! A cada capítulo os personagens enfrentam uma aventura mais empolgante que a outra e quando você pensa que o arsenal de ideias do Rick está para acabar, ele te surpreende. E por falar em capítulos, os títulos dele são MARAVILHOSOS! São os títulos mais divertidos e bem bolados que poderiam existir. Ele é fantástico! A leitura é muito envolvente e gostosa, mas esse, não é nem de longe, o melhor livro da saga.


Sobre o filme: 

Em 2010 foi lançada a versão cinematográfica, e parece que eles esqueceram de se basear no livro. Creio que este foi um dos motivos para a série não ter tido um sucesso maior. As opiniões são divididas. Felipe Neto disse a seguinte frase em seu twitter: "vomitar é mais divertido". Apesar de serem ocultados alguns detalhes importantes, e de terem alguns erros gritantes como a Annabeth ser loira no filme e morena no livro, eu gostei da adaptação. A saga é realmente excelente.

O que salvou o filme mesmo foram os atores. Um elenco fabuloso: Logan Lerman (suspiros) como Percy Jackson, Jake Abel que foi Adam em “A Hospedeira” (outro livro que eu amo) como Luke, e ainda tem os atores Kevin McKidd (Grey’s Anatomy) e Sean Bean (Game of Thrones), como Poseidon e Zeus respectivamente.





Resenha: O Teorema Katherine

Título: O Teorema Katherine
Título Original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Páginas: 304
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Pontuação:         


Para uma pessoa que é odeia matemática com todas as forças do universo, ler “O Teorema Katherine” é um grande desafio. Acredite. Acho que até hoje eu não entendi esse teorema, mas o que vale é a intenção. Depois de ler “A Culpa é das Estrelas” criei coragem e me aventurei em mais uma obra de John Green.

Collin Singleton é um garoto prodígio de 17 anos. Ele tem manias estranhas como criar anagramas e namorar Katherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Escrito desse jeito. Sua inteligência acima da média foi detectada quando ainda era uma criança. Ele sempre quis deixar de um ser um prodígio e ser reconhecido como um gênio, alguém que faria algo realmente para o mundo, mas para isso ele precisava ter o seu momento “eureca”. O problema é que os anos estão passando rápido demais para Collin e ele está cada vez mais longe de se tornar um gênio.

Depois de tomar um fora da 19° Katherine, Collin resolveu pegar seu caderninho de anotações e cair na estrada com seu carro (Rabecão de Satã) e seu melhor e único amigo, Hassan. Sem ter um destino de viajem, eles foram parar em um lugarzinho no interior, chamado Gutshot.

Colin e Hassan permanecem na cidade, na casa de Hollis, a dona de uma fábrica local que lhes oferece um emprego onde teriam que entrevistar alguns moradores da cidade, junto com a filha dela, Lindsey – uma garota que é o oposto de Collin, ela não quer ser reconhecida e nem ser importante. Ela só quer viver sua vida no interior.

Ainda inconformado com o fim de seu relacionamento, Collin resolve criar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines. Essa fórmula poderá prever quem será o Terminante e o Terminado de qualquer relacionamento. Um teorema que vai entrar para a história! Imagina poder prever o fim de qualquer namoro antes mesmo que as duas pessoas se conheçam? Ele só não contava com a complicação que será resolver um teorema com algo tão complexo quanto o amor...

Mais uma vez, John Green conseguiu me conquistar. A forma com que ele criou os seus personagens nesse livro foi perfeita! Só por ter conhecido o Hassan já valeu a pena, me apaixonei pelo paizinho no primeiro instante. E as notas de rodapé me fizeram rolar de rir. Um livro inteligente e cheio de humor.

“Nós todos somos importantes — talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada.” 

John Green mais uma vez usando sua história para nos passar sua mensagem.
Para quem não leu: prepare-se psicologicamente para a matemática. Para que já leu: Badalhoca! 

Resenha: A Culpa é das Estrelas

Título: A Culpa é das Estrelas
Título Original: The Fault in our Stars.
Autor: John Green
Páginas: 288
Ano: 2012
Editora: Intrínseca
Pontuação:           


Em poucas semanas após o seu lançamento, “A Culpa é das Estrelas” se tornou um dos livros mais queridinhos do público. Um verdadeiro fenômeno. Quando decidi lê-lo, estava curiosíssima pra saber o que tinha de tão especial na história. Deixei toda a empolgação do lançamento passar e depois de alguns meses tomei coragem para começar a leitura tentando ao máximo evitar a expectativa, mas não deu muito certo. Li o livro em um dia.

Hazel Grace tem 16 anos, ironia pra dar e vender, câncer na tireoide desde os 13 anos e por um milagre da medicina ainda continua viva. Parece muita tragédia pra uma personagem só, mas, apesar de ser uma paciente terminal, Hazel já aceitou sua condição.

Para evitar que a filha entre em depressão, a mãe de Hazel insiste que ela deve parar de assistir America’s Next Top Model e frequentar o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer . Por viver em função da filha, uma das maiores preocupações de Hazel é de como seus pais irão reagir a sua perda. Na verdade, ela se sente culpada por essa coisa toda de câncer. É como se ela fosse uma bomba prestes a explodir e causar um estrago em quem estiver por perto.

Nas reuniões do grupo, ela conhece Augustus Waters, um garoto que, até então, nunca tinha frequentado “a roda da esperança”. Ele foi acompanhado de Isaac, um cara com quem Hazel troca suspiros de tédio e que, por causa do câncer, está prestes a perder um olho. Augustus, ou Gus se você preferir, é um ex-jogador de basquete que conseguiu, depois de um ano e meio, se livrar de um câncer que lhe custou uma perna.

Uma das coisas que ela mais ama na vida é um livro em especial: “Uma Aflição Imperial.”. O que mais intriga Hazel é saber o final da história, já que o livro termina no meio de uma frase deixando muitas questões abertas. Ela manda inúmeras cartas que não são respondidas, e vendo que isso é uma coisa muito importante para a garota, Gus resolve leva-la até a Holanda para conhecer Peter Van Houten, o autor. 

Aos poucos, Gus ensina novos conceitos sobre vida e morte a Hazel e uma paixão cercada de medos e anseios surge entre eles. Juntos eles aprendem que alguns infinitos são maiores que outros. OK e OK.

O livro não é um dos meus preferidos, mas conseguiu me emocionar. No inicio achei a leitura bem maçante e boba. A Hazel? Ah! Ela me irritou muito com essa história de câncer! Mas no final, eu já estava apaixonada pela obra e pelos personagens. Como John Green conseguiu transformar um tema tão pesado em uma história cheia de humor? É a pergunta que não quer se calar. Todos precisam conhecer a história de amor entre eles. “Você vai rir, chorar e ainda vai querer mais.” O livro, sem dúvidas, vai ficar no meu coração.
“A culpa, meu caro Bruto, não é das estrelas,
mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores”
Júlio César, de Shakespeare.

Essa é a história de Hazel e Gus... E sim. A culpa é das estrelas.