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Bazar de livros



O desapego é um dos sentimentos mais difíceis de praticar. Você consegue imaginar a dor de abrir mão de algo que você gosta muito? Algo que faz parte da sua vida? Algo que você dedicou muito tempo e esforço? Algo que, de certa forma, é a sua identidade?....

Ontem tomei, talvez, a decisão mais difícil e dolorosa da minha vida. Vender os meus livros. Exagero? Pode ser que sim. Mas sinto como se tivesse perdido um amigo muito próximo, e na verdade, foi exatamente isso que aconteceu.

Vender os seus livros tão queridos e preciosos a preço de banana não é fácil. Até o tomate já esteve mais caro do que os meus livros!


O motivo disso tudo? Ahhh... É uma longa história! Quem sabe um dia desses eu conto pra vocês? 

“Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender é do que a gordura de carneiros.”



Resenha: O Pequeno Príncipe

Título: O Pequeno Príncipe 
Título Original: Le Petit Prince
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Páginas: 96
Ano: 1943
Editora: Agir

Pontuação:     



"Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino".


Com problemas em seu motor, um aviador é obrigado a fazer um pouso de emergência em pleno deserto do Saara. Lá, ele se depara com um homenzinho, "O Pequeno Príncipe", que o encontra, exausto, no meio de sua jornada. Curioso, o aviador faz perguntas ao Principezinho, mas não obtém respostas. Por outro lado, o menino também faz perguntas, e não desiste até se respondido.

Com o tempo, ele vai revelando sua história, contando que mora com uma flor em um asteroide (provavelmente o B 612) e que antes de chegar a Terra, visitou vários outros planetas a procura de um amigo. Ao longo dessa viagem, e em cada planeta que ele chega, encontra personagens de características repreensíveis, que podem ser facilmente encontradas no nosso dia a dia.

Um livro simples, mas também filosófico. De certa forma, cativante. Cheio de lições que podem, e devem ser levadas para  a vida toda. Onde quem lê e se permite, sem preconceitos, ser ensinado por um menino, aprende que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" e que "O essencial é invisível aos olhos".

De infantil ele não tem nada, apesar de ser classificado assim por muitas pessoas. É para ler e refletir.

"As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando."